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Escovar os dentes pode reduzir em 20% risco de câncer de esôfago

Novo estudo mostra que níveis elevados de bactérias na boca aumentam o risco da desenvolver o câncer e doenças, como a periodontite

Um novo estudo, publicado no periódico científico Cancer Research, mostrou que o hábito de escovar os dentes todos os dias pode reduzir em mais de 20% o risco de desenvolver câncer de esôfago.

ESCOVAR DENTESFonte: (iStock/Getty Images)

De acordo com os pesquisadores da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, em níveis elevados, as bactérias são capazes de aumentar o risco da doença em até 21%. No entanto, ainda não se sabe como o acúmulo de placas bacterianas – ou até mesmo a gengivite e a periodontite, doenças que elas causam –, estão relacionadas ao desenvolvimento dos tumores.

O estudo

Os cientistas coletaram amostras da microbiota bucal de cerca de 122.000 pessoas durante 10 anos. Depois desse período, 106 participantes desenvolveram câncer de esôfago. Nesses indivíduos, foram encontradas bactérias em quantidades superiores.

Segundo os autores do estudo, esse tipo de câncer é oitavo mais comum e o sexto maior causador de mortes por câncer no mundo. Devido ao fato de os casos da doença serem descobertos já em estágio avançado, as chances de cura são raras, com uma taxa de sobrevivência entre 15% e 25%.

Higiene bucal

“Nosso estudo indica que o entendimento da microbiota bucal pode levar a estratégias de prevenção do câncer de esôfago ou, pelo menos, a descoberta da doença em estágios iniciais”, disse Jiyoung Ahn, principal autora do estudo.

Pesquisas anteriores já mostraram que algumas infecções bucais podem estar associadas ao câncer de boca, cabeça e pescoço. Segundo Jiyoung, higiene bucal diária e visitas regulares ao dentista devem ser encaradas como de extrema importância não só para a manutenção da saúde bucal, mas também como forma de prevenção a outras complicações, como o próprio câncer.

Fonte: VEJA

Dentes amarelos, que caíram ou sofreram trauma: as novidades para um sorriso mais bonito.

Existem alguns hábitos que podem deixar os dentes mais amarelos. Outros fatores também podem causar este problema, mas a boa notícia é que em quase todos os casos há solução – ou melhora.

DENTES ABERTOSFONTE: G1, SÃO PAULO

 

Um sorriso muda tudo! E a falta dele também! A empresária Isabel Cristina da Silva caiu quando era criança, perdeu dois dentes – e a autoestima também.

Tem gente que tem vergonha de sorrir por causa dos dentes amarelos, mas o cirurgião dentista Mário Sérgio Giorgi explica no Bem Estar desta quinta (16) que isso pode ser contornado, inclusive com lente de contato para os dentes. Já o periodontista Márcio Zaffalon Casati conta porque a gengiva sangra.

Hábitos que deixam os dentes mais amarelos: fumo, consumo de chás, cafés, molho com corante, vinho, refrigerante e a falta de escovação. Dentes amarelos também podem ser causados por má formação do esmalte, flúor em excesso, uso excessivo de antibiótico na fase de crescimento, icterícia (crianças que nascem com icterícia têm predisposição de ter alteração na cor dos dentes) e trauma dentário.

O que corrói o esmalte do dente? Escovar os dentes com cerdas duras e pasta de dente abrasiva, além de bebida energética. Para descobrir se a pasta é porosa, coloque o produto na ponta dos dedos e esfregue. Se você sentir umas bolinhas, é sinal de que ela é porosa.

Quando o clareamento não deu o resultado esperado ou há alterações na forma do dente, a lente de contato pode ser uma boa opção.

 

Dicas sobre a lente de contato:

– A lente de contato fixa-se melhor no esmalte. Quanto mais restaurado o dente, mais difícil a cerâmica grudar;

– Para colar a lente de contato no dente, é preciso desgastá-lo um pouco. Por isso, o melhor é evitar este tratamento em todos os dentes;

– É preciso escovar bem os dentes para evitar infiltração ou problemas na gengiva;

– O tratamento exige manutenção.

 

Problemas na gengiva: Sangramento de gengiva nunca é normal! O sangramento é sinal de que há um processo inflamatório que, na maior parte das vezes, é causado por uma infecção bacteriana. Os principais problemas de gengiva são gengivite e periodontite.

A gengivite é uma inflamação da gengiva. A gengivite é causada pelo acúmulo de placa bacteriana na borda dos dentes, que se forma por causa da má escovação. Se não tratada, a gengivite pode evoluir para a periodontite, que é a inflamação da gengiva com comprometimento dos ossos, que se desgastam, deixando os dentes moles.

 

Como tratar a gengivite – boa escovação com uso de fio dental e raspagem da placa no dentista. Com o aparelho, o dentista consegue remover a placa e o tártaro.

A periodontite é a inflamação da gengiva com perda óssea. A inflamação vai reabsorvendo o osso. Além do sangramento, a periodontite pode deixar os dentes moles e causar retração gengival entre os dentes.

 

Como tratar a periodontite – remover a placa bacteriana e o tártaro no dentista.

 

Como fazer a limpeza dos dentes corretamente: usar escova com cerdas macias, posicionar a escova a 45 graus, fazer movimentos curtos e vibratórios, usar o fio dental e se tiver espaço entre os dentes, usar escovas interdentais.

Quantidade ideal de pasta de dente:

Adulto – do tamanho de uma ervilha

Criança – do tamanho de um grão de arroz.

 

FONTE: BEM ESTAR

 

 

Nove motivos para usar o fio dental todos os dias

O fio dental é o responsável por tirar a placa e o resto de alimentos entre os dentes e deixar o seu sorriso ainda mais bonito

Na hora de fazer a higiene bucal, o fio dental é como aquele ator super famoso que está aguardando para gravar uma única cena e fazer dela uma experiência inesquecível para a audiência, porém, nem sempre ele é convocado pelo diretor do filme. Se a escova e o creme dental são a dupla de protagonistas, o fio dental rouba alguns instantes preciosos em cena e dá o seu próprio show! Por isso, convoque-o sempre para valorizar o seu sorriso.

FIO DENTAL

Fonte: istock

Para evitar o mau hálito, é preciso usar fio dental e fazer a escovação três vezes por dia com creme dental com flúor

Para tornar esse enredo mais claro, pedimos ao especialista em implantodontia Nelson Alfarano (CRO-RJ: 18163) para apresentar os nove motivos porque o fio dental é essencial para o seu sorriso:

  1. Limpa as áreas que a escova dentária não alcança;
  2. Remove a placa bacteriana entre os dentes;
  3. Remove restos de alimentos;
  4. Ajuda a evitar o mau-hálito;
  5. Evita a formação de tártaro;
  6. Evita a retração gengival;
  7. Evita a inflamação da gengiva, causando a gengivite;
  8. Evita cáries proximais, ou seja, entre um dente e outro;
  9. Evita doenças periodontais.

“O fio-dental é uma ferramenta importantíssima na higiene bucal. Ele deve ser usado antes da escovação, porque a escova de dente não consegue penetrar no espaço interdental pra fazer a remoção dos restos de alimento e da placa bacteriana, que fica instalada entre os dentes. O fio-dental faz essa função, e com isso, impede a formação de tártaro, a inflamação gengival e o mau-hálito”, explica. Nelson.

Para facilitar o uso do fio dental, é recomendável o auxílio de um espelho para que se possa observar os movimentos e dosar a força para remover os restos de alimentos, sem machucar a gengiva.

O jeito correto, segundo Nelson é: “causar um leve atrito entre a superfície do fio-dental com o dente, de forma a remover a placa bacteriana. Você desce um pouquinho até a entradinha do sulco gengival, sem forçar, para fazer a remoção da placa bacteriana e dos restos de alimentos”.

O ideal é o que o fio dental seja usado em todas as escovações, mas, se não for possível, use-o sempre na escovação antes de dormir – isso porque é o período em que temos menos salivação e também em que temos o maior intervalo entre uma higienização e outra.

Existem no mercado, atualmente, vários tipos de fio e fita dental. Há inclusive, opções com sabor. Ou seja, vai ser fácil encontrar um tipo que seja a sua cara.

Certo ou errado: o que é mito e o que é verdade na saúde bucal

Vale lembrar que quem ainda não pratica o uso do fio dental, pode notar algum sangramento das primeiras vezes: “Quando um paciente começa a utilizar o fio-dental, se ele não tiver o hábito, pode ter sangramento na gengiva, pela inabilidade em usar o fio-dental, ou pelo excesso de força ou até por inflamação prévia da gengiva. Procure um dentista para ele te orientar e usar o fio dental e ver se existe inflamação, recomenda Nelson.

Fonte: IG

 

Saiba as causas para o enfraquecimento dos dentes e aprenda como evitar esse problema

Anote a receita para ter dentes fortes e saudáveis: uma porção generosa de alimentos saudáveis, poucos doces, uma pitada de frutas, pelos menos três escovações ao longo do dia e duas visitas por ano ao consultório dentário.

Dentes fracos podem ter duas causas distintas, segundo Sérgio Kignel, odontólogo, mestre e doutor em diagnóstico bucal pela Faculdade de Odontologia da USP: “Há o enfraquecimento propriamente dito, quando o esmalte sofre corrosão pela ação das cáries e a dentina é atingida. E a segunda situação se dá quando a gengiva tem problemas, mas o dente está íntegro”.

“Se houver um meio ambiente bucal muito ácido, o dente perde minerais, tornando-se mais frágil. A cárie causa a desmineralização do esmalte quando a boca fica mais ácida. Esse quadro é provocado por restos de alimentos que fermentam, como açúcar e carboidratos, na boca”, explica Aline Lyra, ortodontista da clínica DVI Radiologia. Um indício precoce da desmineralização do dente é o esmalte ficar com tom leitoso e a ocorrência de manchas brancas.

Já a gengiva sofre com a existência de tártaro. “Escovar os dentes de forma correta ajuda a prevenir a formação de tártaro. Ele é composto por sais minerais que se depositam na estrutura do dente e se solidificam – por acontecer próximo ou sob a gengiva, o tártaro provoca a inflamação e o sangramento característicos da gengivite”, explica Kignel.   Sentiu o dente um pouco mole no lugar? Se sim, procure um especialista, pois este é um sinal característico de doença periodontal, segundo Aline.

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dente e morango

Morango é uma fruta com função adstringente, o que facilita a limpeza e o fortalecimento dos dentes

Fonte: iStock

Aliados do dente forte

Para dentes mais fortes, capriche na lista da feira. Cristiane Braga Lopes Kanashiro, nutróloga da Clínica Due, indica os alimentos essenciais para dentes saudáveis: “Consuma alimentos ricos em cálcio, como leite, queijos, iogurtes, gergelim e linhaça. O cálcio também está presente em folhas verdes como o espinafre, a rúcula e o manjericão. Alguns peixes, particularmente, o salmão e a sardinha, são ricos em cálcio, auxiliando, dessa forma, a saúde dos dentes”.

As folhas verdes escuras, a linhaça, o gergelim e as gemas de ovos contêm uma alta concentração de vitamina D, nutriente essencial para fixar o cálcio nos dentes e ossos, segundo Cristiane. “A metabolização da vitamina D também depende da exposição ao sol”, lembra a nutróloga. De 15 a 30 minutos de exposição diária já é suficiente para o organismo se reabastecer de vitamina D.

O fósforo é um nutriente que se une ao cálcio para tornar os dentes e ossos mais rígidos. Para que ele seja mais bem absorvido pelo corpo, é necessário que os níveis de magnésio estejam equilibrados – a boa notícia é que nas feiras e mercados essa combinação já vem pronta na forma de oleaginosas (castanhas e nozes) e leguminosas como feijão, lentilha, grão de bico, milho e ervilha.

Aline cita também o morango: “O ácido málico presente no morango é um adstringente natural, ajudando a eliminar manchas dos dentes. Ele também possui bastante vitamina C, que está relacionada à formação do colágeno e atua no fortalecimento da gengiva e dos ossos”.  Quanto aos alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas, Sérgio faz uma ressalva por eles aumentarem a acidez da boca: “Depois de comer frutas como abacaxi, limão, mexerica e laranja, o ideal é fazer um bochecho e só uns trinta minutos depois fazer a escovação”.

Fonte: IG

Perda de dente pode ser resolvida rapidamente pelo dentista

A perda do dente, além de prejudicar o sorriso, também leva a problemas de fala e nutrição

 

No Brasil há ainda muitos casos de adultos com “janelinhas”. Os dentes e o sorriso são o nosso cartão de visita, mas eles não estão na boca só para mastigar: eles interferem no posicionamento da língua, na fala e até na postura corporal”, analisa a odontopediatra Mirna Matoba (CRO-SP 41.201), da Clínica Matoba. Os tratamentos são variados e o resultado, hoje, é muito mais natural do que as antigas dentaduras e coroas.

 

Detetive dos dentes: veja quais alimentos são realmente bons para a saúde bucal

 

As causas para a perda do dente tendem a variar conforme a idade: pessoas mais jovens sofrem mais com traumas, como quedas ou acidentes de moto ou de bicicleta.

sensibilidadeFonte: iStock

 

Alimentos muito frios ou muito quentes provocam sensibilidade quando a boca já apresenta um dos outros fatores citados anteriormente

“A cárie ou a doença periodontal também podem levar a perda do dente. A cárie causa uma cavidade no esmalte do dente. Se a cavidade for muito grande não é possível reaproveitar nem o dente, nem a raiz”, explica a odontopediatra.

 

“Nos pacientes mais idosos também pode estar vinculado ao trauma e problemas periodontais, que podem levar à perda óssea contínua, com o avanço da doença periodontal. A inflamação contínua do tecido periodontal leva a perda de osso ao redor do dente, isso faz perder o suporte ósseo que leva a perda do dente”, avalia André Barros de Held (CRO-SP: 87.035), mestre e professor de Implantodontia da Faculdade de Medicina e Odontologia São Leopoldo Mandic.

 

O primeiro estágio da doença periodontal é a gengivite, uma doença silenciosa que não causa dor, mas provoca o sangramento durante a escovação.

 

Como a deficiência de cálcio e de vitamina D pode afetar seus dentes

 

“Quando você perde um dente, funciona como uma engrenagem na boca, os dentes vizinhos começam a tentar compensar o que foi perdido, começam a se mover, a entortar, a tombar e, existe, ainda, o risco de outro dente cair. Não vai ficar localizado só naquele dente”, alerta Mirna.

 

Perda de dente tem conserto

 

Para resolver o problema de perda do dente, o dentista irá avaliar caso a caso, mas as soluções podem incluir a necessidade de tratamento ortodôntico, o uso de próteses.

 

Se o dente acabou de “cair”, é possível recolhê-lo e leva-lo ao dentista em até quatro horas – nesse intervalo, o dente ainda tem chances de ser reimplantado. A mesma regra vale se o dente quebrar. Passado esse período, o dente natural vai servir apenas como referência para os tratamentos executados pelo especialista.

 

O dentista irá avaliar o uso de implantes.“O implante é uma peça semelhante a um parafuso, que vai dentro do osso, para suportar uma prótese unitária ou múltipla. Há as próteses [pontes] fixas, que ficam presas a outro dente, e as próteses removíveis – o dentista irá avaliar a mais indicada em cada caso”, comenta André.

 

Leia também: Veja quais são os alimentos que ajudam a fortalecer os dentes

 

Com o tratamento, é possível recuperar completamente a função por meio do dente substituto. Apenas, haverá uma diferença quanto ao tato, já que o novo dente não terá o ligamento periodontal.

 

Fonte: Saúde Bucal – IG

Tártaro Dentário

Já que estamos falando de mau hálito, o tártaro dentário, também conhecido como cálculo dental, é um forte contribuinte para esse malefício. O cálculo dental é uma placa bacteriana, formada, com o acúmulo de dejetos de alimentos nas paredes dos dentes ou gengiva. De cor marrom ou amarelada, o tártaro é facilmente visível e causa um incômodo estético.

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Fonte: Sorridere.net

 

Qual a diferença entre cálculo e placa?

A placa, também é uma formação bacteriana, ela é grudenta e incolor. Já o tártaro a calcificação dessa placa que se torna endurecida e aderente ao esmalte. Se não for removido, ele evolui para gengivite, cáries e demais doenças periodontais.

Como tirar o cálculo dos dentes?

Você mesmo pode evitar a formação de cálculo, aplicando-se a higienização se bem feita. Mas depois das camadas já formadas, somente o dentista pode retirar, ele fará uma limpeza profunda e através de uma espécie de raspagem, feita com instrumentos específicos que retiram toda a placa. A remoção do tártaro não ocasionará traumas nos dentes. O procedimento de retirada é minimamente invasivo e não ocasiona risco ao esmalte – profilaxia dentária.

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Fonte: Sorridere.net

Alimentação adequada:

Ao contrário que muitos pensam, a alimentação está sim ligada à formação de cálculo dental. O consumo exagerado de alimentos ácidos ou ricos em açucares podem causar tártaro, e do contrário, com uma alimentação rica em frutas e verduras cruas este problema surgiriam menos.

Fonte: Sorridere.net

Retração Gengival: Conheça As Potenciais Causas E As Opções De Tratamento

Incômodo, dor e sensibilidade ao ingerir bebidas geladas são os sintomas mais comuns do problema

Problema que pode acometer até pessoas que possuam ótimos hábitos de higiene bucal, a retração gengival consiste no deslocamento da margem da gengiva, fator que desencadeia na exposição da raiz do dente. Incômodo, dor e sensibilidade ao ingerir bebidas geladas são os sintomas mais comuns da enfermidade. O alongamento do dente e a alteração da cor do esmalte, do branco para um tom amarelado, também são fortes sinais do problema, que também pode surgir de forma silenciosa. Embora a condição seja mais comum em adultos, pessoas de qualquer idade estão sujeitas a sofrer o problema.

Segundo Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto, os dentes que costumam ser os mais afetados são os caninos. “Pelo ângulo que ele está na região da boca, o canino é sempre o mais projetado, então, a escova passa mais vezes por ele do que nos outros dentes”, afirma.

 Causas

Sobre as causas, Rosane informa que o posicionamento dentário está entre as principais. “Ao crescerem na posição errada, os dentes desalinhados podem forçar a gengiva até deslocá-la, deixando a raiz desprotegida”, afirma a dentista. O bruxismo, que é o ato de se apertar ou ranger os dentes inconscientemente, inflamações e infecções na gengiva, o avanço da idade, má higiene e até fatores genéticos também podem levar à retração gengival.

A especialista ainda destaca que é preciso ter atenção no momento da escovação. “A força excessiva ou a realização de movimentos inadequados durante a higienização dos dentes é outra potencial causa da retração gengival, além de traumas nos tecidos gengivais e a doença periodontal”.

Procurar o dentista ao notar os sintomas

A orientação dela é que ao notar os sintomas comuns à retração, o indivíduo deve procurar o dentista imediatamente. “Quando ignorada, ela pode aumentar de tamanho, até causar a perda óssea ao redor do dente afetado”, alerta.

Tratamento

Em relação aos métodos de tratamento, Rosane, da Caixa Seguradora Odonto, informa que existem diferentes opções. “Quando causada pela escovação, por exemplo, é preciso verificar com o dentista qual é a forma adequada e segura de higienização. Neste caso, é recomendada a escolha de escovas com cerdas macias, evitar movimentos rápidos e bruscos ao escovar os dentes, principalmente nas regiões próximas da gengiva”, pontua a dentista.

Indicada em algumas situações, a cirurgia de enxerto de tecidos moles ajuda a estimular o desenvolvimento da gengiva inserida. “Com o procedimento, consegue-se reposicionar o tecido gengival em sua localização inicial, o que resulta na proteção da raiz antes exposta e, consequentemente, elimina de vez o incômodo da sensibilidade e da dor”, explica. Outras opções são o recobrimento da área exposta do dente com resina composta, tratamentos a laser e uso de cremes dentais com flúor.

Por fim, se for motivada pela doença periodontal, o primeiro passo para tratar a retração é realizar uma limpeza chamada de raspagem com alisamento radicular. “Em geral, esse tratamento, associado a uma higiene bucal adequada, pode estabilizar o problema e prevenir futuras perdas gengivais. No entanto, vale lembrar que a avaliação do dentista é fundamental para a escolha do tratamento mais adequado para cada caso e que o uso de fórmulas caseiras deve sempre ser evitado”, conclui.

Fonte: odontoempresas

Falta de dentes? Como a boca reage

Sorriso janelinha

Fonte: Google imagens

Como a boca reage a falta de dentes

A falta de dentes na boca chama-se edentulismo e promove grande prejuízo estético para o sorriso e para a qualidade de vida. Muito além da saúde emocional, a ausência de um dente pode causar o desalinhamento de toda a arcada. A função mastigatória exerce muita força sobre os dentes que trabalham juntos. Se houver um espaço vazio, todos os dentes irão se movimentar para completar esse espaço. Com isso irão desalinhar toda a mordida (oclusão).

Aliás, a falta de um único dente pode trazer prejuízos à saúde em geral. A capacidade de mastigação fica muito reduzida. Com isso interfere na ingestão do bolo alimentar que pode decorrer em problemas estomacais e intestinais. A oclusão, que é quem orienta o processo mastigatório, fica comprometida na ausência de um dente que afeta toda a mordida e pode decorrer em disfunção da articulação temporomandibular (articulação que liga o maxilar ao crânio) e pode ocasionar dores de cabeça, ouvido, tonturas, problemas de postura, respiratórios e de fonética.

Dente quebrado

Fonte: Google imagens

Falta de dentes na infância

As crianças estão sempre muito sujeitas a acidentes. Se uma criança perde um dente antes da hora, e o aparecimento do dente permanente ainda demore, isso pode resultar em uma movimentação indesejada da arcada. As sequelas são, tanto para a dentição, quanto para os hábitos alimentares, bruxismo, projeção da língua entre outros.

sorriso criança

Fonte: Google imagens

Falta de dentes na fase adulta

Os problemas decorrentes do edentulismo já vimos acima. Mas na fase adulta a odontologia tem uma série de opções para resolver esse desconforto. Os dentes podem ser repostos através de implantes ou próteses, depende da sugestão do dentista e da condição financeira do paciente.

A respiração o que tem a ver com a composição dental?

A respiração bucal é vista normalmente como um fato simples. Mas que a médio e longo prazo pode apresentar prejuízos irrecuperáveis. Ela acontece junto com a mastigação, apesar da boca não fazer parte do sistema respiratório. Muitas pessoas adquirem o hábito de respirar por ela. Essa prática, comumente começa lá na infância, por diversos motivos. Pode ser que algum desvio de septo, ou mesmo uma gripe, dificulte a respiração pelo nariz. Mas o problema mais comum mesmo é a má oclusão dentária. Atualmente os problemas respiratórios são cada vez mais comuns na infância e estão constantemente relacionados com a respiração pela boca.

Quando a criança começa a respirar pela boca, vários problemas começam a ocorrer. A língua começa a ficar mais baixa, em contato somente com a arcada inferior. E para facilitar a respiração oral, a criança também começa a projetar a cabeça para frente, mudando a postura da coluna cervical. Essas alterações, aos poucos, vão prejudicando os ossos do maxilar. Com tudo isso, a criança também pode apresentar baixo rendimento escolar, sonolência e cansaço.

composição dental

Fonte: Google imagens

Ortopedia facial

Como estávamos falando acima, respirar pela boca pode prejudicar o desenvolvimento da arcada dentária e da face, a ortopedia facial pode tratar esse problema. Aliás, a ortopedia facial é um grande avanço para a ortodontia, ela ajuda a corrigir uma serie de más oclusões que irão evitar diversas doenças periodontais.

A Ortopedia facial é uma especialidade dirigida ao diagnóstico e tratamento do mau posicionamento dentário e das alterações faciais ajustando a função mastigatória e melhorando a estética. Esta correção é feita através de aparelhos dentários que se baseiam na movimentação da arcada, influenciado pela força (pressão) do aparelho sobre os dentes.

Fonte: soridere.net

Cigarro e saúde bucal: o prejuízo vai muito além dos dentes amarelados

Aspirar a fumaça do cigarro eleva o risco para câncer bucal, gengivite, periodontite e halitose

Os dentes amarelados ou escurecidos incomodam bastante quem fuma, os efeitos silenciosos na boca, porém, são graves e merecem atenção: câncer de boca, gengivite e periodontite  são os principais riscos enfrentados pelos fumantes.

“O câncer de boca é pouco conhecido pelas pessoas, mas é o quinto mais comum entre os homens e o oitavo entre as mulheres. Estima-se que em torno de 15 mil pessoas sejam afetadas pelo câncer de boca a cada ano aqui no Brasil. E 50% deles vão a óbito pela doença Temos que enfatizar que 80% dos pacientes que desenvolvem câncer de boca são fumantes”, alerta  o dentista estomatologista Fabio De Abreu Alves (CRO-SP 83 680), secretário da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

Cigarro e doença periodontal

Além das queimaduras na mucosa da boca causadas pela temperatura da fumaça, ela contém substâncias que diminuem a circulação sanguínea da gengiva, o que favorece a atuação das bactérias responsáveis pela doença periodontal. “O cigarro causa uma vasoconstrição sistêmica, fazendo com que a doença passe despercebida porque ao diminuir a corrente sanguínea, a gengiva sangra menos”, observa José Sani Neto (CRO-SP 24 963), professor de periodontia do curso de Odontologia da Unimes (Universidade Metropolitana de Santos)

A doença periodontal tem início com a gengivite, inflamação da gengiva causada pela ação da placa bacteriana junto à gengiva. A placa é composta por bactérias e restos alimentares que se acumulam entre os dentes e junto à gengiva – um dos primeiros sinais da doença é o sangramento. Porém, no fumante, devido à vasoconstrição, isso quase não acontece. Outros sinais são o inchaço e a retração da gengiva, com maior exposição da raiz do dente, e o amolecimento do dente. Quando o quadro se agrava, está instalada a periodontite.

“O dente sem cárie começa a amolecer, ter abscessos, e pode até cair. Há pacientes com dentes saudáveis que são perdidos por falta de osso do apoio aos dentes. O problema da enfermidade periodontal é se houver a perda, muito dificilmente poderá haver recuperação. O osso circunda e segura o dente”, explica José.

A realização de implantes também é prejudicada porque, segundo Fábio, a capacidade de osteointegração é menor nos fumantes devido à problemas de vascularização tecidual.

O mau hálito  é também um problema relatado pelos fumantes – isso se deve à diminuição da produção de saliva, outro efeito colateral do fumo.  Fumar ainda favorece que o cálcio, presente na saliva, se precipite sobre o dente, causando o cálculo dental (tártaro).

Diminuir o cigarro já ajuda a melhorar a saúde bucal?

Ambos os especialistas concordaram que reduzir o número de cigarros consumidos, diminui o contato com as substâncias tóxicas, mas os resultados a longo prazo serão os mesmos. “O ideal é parar mesmo, há estudos que demonstram que pessoas que param de fumar sentem uma melhora muito rápida porque eles já deixam de respirar a fumaça tóxica do cigarro. Uma pessoa que fuma 20 cigarros por dia, a cada meia hora está aspirando a fumaça, causando todos os malefícios. E estima-se que, principalmente em relação ao câncer de boca, a pessoa precise de dez anos para que o organismo se torne desintoxicado do cigarro”, analisa Fábio.

Tratamentos

A gengivite e a doença periodontal serão tratadas pelo dentista periodontista por meio de raspagens e polimentos – o tratamento ainda requer o acompanhamento pelo profissional. O cuidado extra com a higienização é a chave para o sucesso de controle da doença: “Se ele for um paciente fumante e não ter uma higienização boa, a chance de ter a doença instalada é de 100%.  A doença periodontal pode ser estabilizada, mas não tem cura. Se não houver esse compromisso, o paciente poderá voltar a sofrer com a doença.”, alerta José.

Uma alimentação mais saudável, que priorize o consumo de frutas, legumes e verduras também é importante para o restabelecimento da saúde bucal.

Caso o dentista venha a diagnosticar o câncer bucal, o paciente será encaminhado a um cirurgião de cabeça e pescoço. Haverá necessidade de uma cirurgia e, possivelmente, de radioterapia.

Quanto a estética,  ela pode ser plenamente recuperada? Segundo o Fábio, a resposta é positiva: “Com um bom polimento e com novas técnicas como as lentes de contato- solução estética é o que mais se encontra no mercado”.

 

Fonte: Saúde Bucal/ig

Detetive dos dentes: veja quais alimentos são realmente bons para a saúde bucal

Se há vilões da saúde bucal, também há agentes duplos: alimentos que parecem amigos dos dentes, mas não são.

A boca é a porta de entrada do alimento no organismo.  Nossos dentes entram em contato direto com tudo que ingerimos. Que tal, além de avaliar os alimentos pelo seu valor nutricional, também considerar o efeito que eles causam nos dentes?  As dicas são simples de implementar, nada precisa ser excluído, basta tomar alguns cuidados.

dentista operando

Fonte: Istock

Alimentos amigos dos dentes

Alguns alimentos são verdadeiros amigos dos dentes . Para a ortodontista Tamara Vilela (CRO-SP: 121.980), da Odontoclinic Vila Mariana, o leite e seus derivados como queijo e iogurte merecem destaque:  Quando tomamos vinho, uma bebida ácida e que contém muitos pigmentos, é ótimo comer queijo porque pode neutralizar o efeito da acidez e da pigmentação: é uma combinação gostosa e muito saudável”.

Vale destacar que o cálcio também pode ser encontrado em outros alimentos como o tofu, a sardinha e a aveia.

Alimentos ricos em fibras como verduras de cor verde escura, cenoura e maçã  também merecem destaque na sua lista da feira. A maçã, em especial, ajuda a remover um pouco da placa que ser forma no dente resultante dos restos de outros alimentos.

Tamara apenas alerta para o consumo de alimentos saudáveis, mas muito duros, como castanhas, nozes e maçãs por pessoas que usam aparelhos ortodônticos: “Elas são contraindicadas porque há o risco de quebrar o aparelho”.

“Parece, mas não é”

Há casos de alimentos considerados saudáveis mas que, quando olhados com atenção, não cumprem o que prometem.

Tamara enumera alguns: “Os sucos ácidos, ou de frutas cítricas, não devem ser ingeridos diariamente porque causam desgaste ao esmalte dos dentes. Os sucos industrializados, do tipo néctar, também não são recomendados: ao olhar no rótulo, muitos têm como primeiro ingrediente água, açúcar e só depois a fruta. E eles são ricos em acidulantes, que servem para prolongar a validade do produto, mas também são ácidos”.

O amido é uma substância que, quando ingerida, se converte em açúcar, observa Tamara. Ele está presente na farinha, no macarrão e nos salgadinhos. “O amido também é alimento para as bactérias que formam a cárie”, alerta a  dentista.

Pelos seus dentes, consuma com moderação

Alimentos ácidos ou ricos em açúcar  são gostosos, mas devem ser consumidos com moderação. “Bebidas, como refrigerantes e café, ou alimentos ácidos abaixam o pH [escala que mensura o nível de acidez, neutralidade ou alcalinidade]  da boca, o que ajuda a desmineralizar o dente. Para diminuir esse efeito, beba água, lave ou enxague a boca e, se possível, escove os dentes, após meia hora”, orienta Tamara.

Fonte: Saúde Bucal – IG