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Consumo de café como indicador de risco para perda dentária

 

 

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Um estudo na Coreia do Sul avaliou a relação entre o consumo de café e o número de dentes perdidos. A hipótese era de que o aumento da ingestão de café aumentaria a prevalência de perda dentária entre adultos no país. E os dados obtidos confirmaram a hipótese.

In-Seok Song e seus colaboradores, autores do trabalho, ressaltam que o consumo de café tem sido associado a prevenção de várias doenças. Um estudo prospectivo nos Estados Unidos revelou que a ingestão de café estava associada a menor mortalidade devido a doença cardiovascular, doenças crônicas respiratórias, pneumonia e gripe, e autoagressão, porém não câncer.

Ressaltam que a perda dentária é causada principalmente por cárie, doença periodontal e trauma. A falta de dentes na boca pode levar a reduzida ingestão nutricional, ocasionando fraqueza geral. Sendo está ligada a diversos problemas médicos incluindo limitações físicas e deficiência cognitiva.

Como, porém, o café entraria nessa equação de forma prejudicial à manutenção dos dentes na cavidade oral?

O trabalho foi realizado coletando informações da Pesquisa de Avaliação Nacional de Saúde e Nutrição da Coreia. Um estudo transversal de amplitude nacional supervisionado pelo Ministério da Saúde e do Bem-Estar da Coreia do Sul que avaliou os dados de 7,299 pessoas. Foram avaliadas características sociodemográficas, estilo de vida, medidas antropométricas, análises bioquímicas, descritores para síndrome metabólica, o número de dentes remanescentes e hábitos de saúde bucal.

Os pesquisadores encontraram prevalência 69% maior de pessoas com 20 ou menos dentes na boca entre aqueles que consumiam café diariamente do que entre aqueles que consumiam apenas uma vez ao mês.

Há um, porém. A maioria dos coreanos consumidores habituais de café utilizam café instantâneo misturado com AÇÚCAR e pó para preparo cremoso (powdered creamer), que também contém açúcar. Aí entra o verdadeiro vilão, como nós sabemos. A frequência alta de consumo de café vem geralmente acompanhada de uma boa dose desse carboidrato entre os coreanos. O açúcar adicionado ao café propicia a formação de placa dental e consequentemente cárie e doenças periodontais. Um típico “creamer” usado na Coreia do Sul para deixar o café mais cremoso.

Inclusive o estudo encontrou que consumidores de café instantâneo tinham um elevado risco de síndrome metabólica e seus componentes, incluindo obesidade, obesidade abdominal e baixo teor de HDL (o colesterol bom). Os autores lembram que outros estudos já haviam reportado que o consumo de café instantâneo com grandes quantidades de açúcar pode aumentar o risco de síndrome metabólica, que também é associada à perda de dentes.

Quando é levado em consideração o consumo de café preto (puro) a coisa muda um pouco. Os autores encontraram um índice de cárie de 2,9 entre indivíduos que bebem café puro e 5,5 entre indivíduos que bebem café com aditivos. Outros estudos já haviam encontrado que o risco de cárie aumenta em pessoas com hábito de tomar café com aditivos enquanto o consumo de café puro parece ter efeito preventivo sobre a formação de cáries.

A conclusão do estudo dos coreanos é clara: “Consumo diário de café é associado com perda dentária em coreanos adultos”. A questão é: os resultados teriam sido os mesmos se as pessoas não tivessem o hábito de adicionar açúcar à bebida? Provavelmente não.

Fonte: odontologianossadecadadia.com

A importância da prevenção em odontologia

 

 

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Quem se previne consegue manter a saúde bucal em dia. Já falamos sobre os benefícios de fazer uma boa higiene bucal do bebê, onde a prevenção contra cáries inicia desde a idade do aleitamento materno, passando para a fase da escolinha, a adolescência até a fase adulta.

A prevenção bucal é sempre mais barata que o tratamento, por isso ir ao dentista de 6 em 6 meses para avaliação é imprescindível.

A prevenção é mais simples e fácil de ser tratada. Doenças, como placa bacteriana, seriam evitadas na prevenção, pois com a limpeza que o dentista faz, as crostas são retiradas dos dentes, tornando-os mais saudáveis e evitando complicações posteriores.

Importância da prevenção odontológica

A prevenção odontológica é muito importante para prevenir que novos problemas surjam e também ajuda aumentando a vida útil dos tratamentos bucais, que ao serem polidos e restaurados, demorarão para serem substituídos ou terem a necessidade de serem refeitos os tratamentos.

Além da importância da manutenção, da limpeza, da aplicação de flúor e do tratamento de problemas que surgem no início, a prevenção consegue minimizar os danos, fazendo com que o paciente se recupere mais rápido dos tratamentos necessários.

Com prevenção também se previne o câncer bucal, que, como outro qualquer outro, deve ser verificado periodicamente. A grande maioria dos problemas relacionados aos dentes podem ser evitados com uma escovação adequada, o uso do fio dental e o enxaguante bucal, que auxiliam no combate da placa e do tártaro.

A prevenção é baseada na correta higienização dos dentes, na boa alimentação, no cuidado com o açúcar, no uso correto do flúor, usado para fortalecer os dentes e no acompanhamento semestral pelo dentista. Assim os cuidados dos dentes e gengivas serão intensos e será conservada a saúde e o bem-estar do paciente.

Fonte: sigaodontologia.com.br

Cuidados com pacientes diabéticos na odontologia: riscos e tratamentos

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Fonte: Surya dental

 

Pacientes diabéticos precisam de cuidados especiais no consultório odontológico. O dentista deve fazer um questionário para obter informações sobre o controle da doença, uso de medicamentos, alimentação e, o mais importante: saber a taxa de glicemia e só começar um tratamento se o nível de glicose estiver dentro do recomendado.

Os cuidados com pacientes diabéticos na Odontologia envolvem ainda a escolha do anestésico, requisição de exames e orientações sobre as melhores técnicas de higiene bucal.

Diabéticos com a doença mal controlada correm o risco de ter mais complicações dentárias. Os problemas vão desde dificuldade na cicatrização, maior sangramento durante uma cirurgia, mau hálito, infecções por fungos e bactérias e surgimento de doenças periodontais, que podem causar a perda do dente.

 

O que é diabetes

 

O diabetes é uma doença crônica que acomete 422 milhões de pessoas no mundo, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). O diabetes se caracteriza pela baixa produção de insulina (tipo 1) ou quando o organismo não consegue utilizar a insulina produzida (tipo 2). Essa alteração leva, a longo prazo, o comprometimento da estrutura vascular dos órgãos.

O diabetes é responsável por 5% de todas as mortes no mundo por ano. Quando mal controlado, traz complicações como: doença renal, má circulação nos pés e membros inferiores, problemas de visão (glaucoma, catarata, retinopatia), problemas bucais e infecções por fungos ou bactérias na pele.

Muitos brasileiros têm diabetes, mas não sabem, já que o diagnóstico costuma vir após os 40 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o principal fator de risco para o diabetes tipo 1 é a genética. Já para o tipo 2, a lista é maior:

 

  • Pressão alta
  • Pré-diabetes (glicose de jejum alterada)
  • Colesterol alto
  • Síndrome metabólica
  • Pai ou irmão com diabetes
  • Doença renal crônica
  • Síndrome de ovários policísticos
  • Distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, depressão e transtorno bipolar
  • Apneia do sono
  • cuidados com pacientes diabéticos

 

Cuidados com pacientes diabéticos no consultório

 

Antes da consulta, o dentista tem de fazer uma espécie de questionário com o paciente. O dentista Nelson Alfarano afirma que é preciso, primeiro, extrair o máximo de informações sobre paciente para saber se ele é ou não portador de diabetes. “Muitos pacientes não sabem que têm a doença e, às vezes, é o dentista que descobre.”

Sabendo que existe o diagnóstico do diabetes mellitus, os dentistas precisam saber qual o tipo, se 1 ou 2, se está controlado, se toma insulina, qual o tipo e em quais horários. “É recomendado fazer a medição da glicemia antes dos procedimentos que envolvam cirurgias ou consultas longas”, diz.

A dentista Érika Vassolér, consultora de higiene bucal da Condor, empresa fabricante de escovas dentais, considera essencial que o dentista tenha conhecimento sobre o assunto caso aconteça uma emergência. “Se o paciente tiver uma crise de hiperglicemia ou hipoglicemia no consultório, o profissional dará assistência para a pessoa.”

Segundo Alfarano, o atendimento odontológico do paciente com diabetes pode ser igual ao de um indivíduo sem a doença, desde que a taxa de glicose esteja controlada e tenha autorização do médico.

 

Como o diabetes afeta os dentes

 

Os portadores do diabetes que não sabem que têm a doença ou não a controlam adequadamente correm o risco de ter vários problemas bucais, que diminuem a qualidade de vida.

Hélio Cano, cirurgião-dentista e especialista em prótese e reabilitação oral, explica que o diabetes mal controlado pode provocar a diminuição do fluxo salivar. Trata-se de uma alteração importante para a saúde bucal, uma vez que a saliva mantém a temperatura ideal da boca. “A redução da saliva provoca a elevação da temperatura da boca e cria um ambiente favorável à proliferação de bactérias, aumentando o risco de mau hálito, infecções e cáries”, comenta.

Além de controlar a temperatura na cavidade bucal, a saliva é responsável por começar o processo de digestão, já que contém enzimas digestivas. “Assim, sua diminuição acarreta em sobrecarga para o sistema digestivo.”

Outro agravante da redução do fluxo salivar é a gengivite que, quando não tratada, pode causar sangramento da gengiva, provocar partos prematuros, nascimento de bebês com baixo peso e endocardite bacteriana, que é a infecção das válvulas cardíacas. “Estudos científicos mostram uma relação entre diabetes e doenças da gengiva, como gengivite e periodontite”, afirma Cano, que é diretor clínico e idealizador da Presence Odontologia.

A doença periodontal é uma infecção que prejudica a estrutura do dente e, se não tratada, pode resultar na perda dentária.

Análise da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) aponta que as complicações da doença periodontal são mais severas nos pacientes diabéticos do que em indivíduos com os níveis de glicose sob controle. O mesmo acontece com a resposta ao tratamento odontológico: é pior nos diabéticos na comparação com os que não têm a doença.

Além das doenças da gengiva, o paciente diabético pode apresentar complicações durante uma cirurgia e problemas ósseos na integração do implante. “Ele pode ter maior sangramento e dificultar a colocação do implante, sem contar que a cicatrização pode ser mais lenta”, afirma Érika.

 

Tratamento odontológico para pacientes com diabetes

 

O tratamento odontológico só será realizado se o paciente estiver com o nível de glicose no sangue controlado. Caso a glicemia esteja abaixo de 70 ou acima de 300, ele deve ser encaminhado ao médico e nem começar o tratamento no consultório do dentista.

O profissional deve pedir uma bateria de exames antes de qualquer procedimento: exame de sangue completo e radiografia panorâmica para avaliar se há comprometimento periodontal.

Cano afirma que o tratamento para pacientes diabéticos tem de ser personalizado, já que eles são mais propensos a ter hemorragias e dificuldades de cicatrização.

A tecnologia pode ser usada a favor do tratamento e um exemplo disso é a câmera intraoral com zoom de 60x. “Com ela, é possível fazer diagnósticos dos problemas bucais em estágio inicial, impedindo a evolução de cáries e problemas mais graves”, explica o cirurgião-dentista. “A prevenção é sempre o melhor caminho para evitar o agravamento do diabetes e suas complicações.”

Alfarano diz que é indicado usar a prilocaína 3% como anestésico dental para diabéticos, além da lidocaína com epinefrina. “Desde que o paciente esteja com o diabetes controlado”, alerta. “Tudo deve ser avaliado caso a caso e, se houver dúvida, o dentista deve solicitar exames laboratoriais.”

Se for feito algum procedimento que envolva sangramento, como uma cirurgia, Érika conta que pode ser administrado um antibiótico ou uma terapia profilática ou terapêutica.

É importante diagnosticar e ter controle sobre a doença periodontal, já que ela favorece o aumento da glicemia no paciente diabético. Estudos científicos comprovam que tratar a doença estabiliza a taxa de glicemia.

 

cuidados com pacientes diabéticos

 

Dentistas orientam que pacientes com diabetes façam visitas regulares ao dentista – no máximo, a cada seis meses – e mantenham uma boa higiene bucal. “A higienização bucal correta é a melhor aliada dos diabéticos na prevenção de doenças bucais, que podem aparecer pelos altos níveis de glicose no sangue”, diz Alfarano. “O cuidado com a saúde bucal é importante porque essas doenças nos diabéticos são mais agressivas e os cuidados devem ser redobrados.”

O dentista deve orientar o paciente sobre como fazer a higiene bucal da forma correta, com dicas sobre técnicas de escovação, uso do fio dental, de raspadores de língua e de enxaguantes bucais. “Os diabéticos precisam escovar os dentes pelo menos quatro vezes ao dia e a escova deve ser com cerdas macias e cabeça redonda”, recomenda Érika.

 

Tratamento e controle do diabetes

 

O controle do nível de glicose no sangue evita complicações. Em jejum, a glicemia deve ser inferior a 100 mg/dL. Duas horas após uma refeição, não pode ultrapassar 140 mg/dL.

Alimentação equilibrada, peso saudável e exercícios físicos regulares ajudam a baixar a taxa de glicemia. Existem medicamentos para o controle do diabetes; o médico indicará o que melhor se encaixa no perfil do paciente.

 

Fonte: Surya dental

Saiba o que é o bruxismo e descubra como é fácil tratar o problema

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Fonte: insonias

 

O problema é mais frequente durante o sono e tem como principal causa o estresse e ansiedade; procurar relaxar, sorrir e consultar o seu dentista é a receita para superar o problema

 

Bruxismo: ato de apertar ou ranger os dentes durante o sono afeta ao menos dois a cada dez brasileiros.

 

Ranger os dentes durante o sono é um fenômeno relativamente comum, mas difícil de ser identificado pela própria pessoa. O hábito faz com que haja desgaste nos dentes, nos músculos faciais e até surjam dores de cabeça. Estima-se que dois em cada dez brasileiros sofrem com o problema, que está diretamente relacionado ao estresse. Assim, buscar oportunidades para relaxar e sorrir, além de contar com o apoio do seu dentista é fundamental para recuperar tanto as boas noites de sono quanto a saúde bucal.

 

Ranger os dentes durante o sono é um dos sintomas do bruxismo

 

Se você está dormindo, não tem como saber quais movimentos seu corpo realiza certo? Justamente por isso quem costuma perceber o problema é quem convive com a pessoa que tem bruxismo – o nome que se dá ao ato de ranger e apertar os dentes de forma inconsciente.

“Um dos principais sinais é o testemunho de quem dorme no mesmo ambiente, ou às vezes, até em um ambiente próximo. Isso porque o bruxismo gera um ruído semelhante ao atrito entre superfícies arenosas. Literalmente, parece que a pessoa está mastigando areia”, descreve Marcelo Quintela (CRO-SP 58.449), coordenador da pós-graduação em Ortodontia da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).

 

Outros indicadores do bruxismo é sentir dores musculares pela manhã, dores de cabeça matinais e desconforto ao abrir a boca ou na mastigação durante o café da manhã.  Se você se identificou com os sintomas é importante consultar o seu dentista.

 

O bruxismo causa o desgaste dos dentes

 

Para a saúde bucal, o bruxismo afeta tanto os dentes quanto os músculos da face e as articulações. “O bruxismo libera uma força tão intensa sobre os dentes que pequenas fraturas vão acontecendo e, em longo prazo, fica evidente um grave desgaste nos dentes, podendo levar a dores e sensibilidades dentárias, necessidade de tratar os canais dos dentes, perda da altura da oclusão [contato dos dentes superiores com os inferiores] e dores na articulação da mandíbula com desgaste dessa estrutura, inclusive”, explica Marcelo.

O sorriso também pode ser prejudicado. Segundo o ortodontista, “o sorriso da pessoa que tem bruxismo pode ficar tão comprometido que seus dentes ficam pouco expostos no sorriso, e inclusive desapareçam enquanto fala, resultando num aspecto envelhecido, e marcando rugas e expressões faciais. Tudo isso devido aos desgastes dentários noturnos sem tratamento ao longo dos anos”.

 

O tratamento é realizado com o uso de uma placa de bruxismo, sobre a arcada superior ou inferior, durante a noite. Após o uso, ela deve ser higienizada e guardada em uma caixa específica. O mais indicado, para Marcelo, é que a placa seja constituída de material rígido (acrílico, geralmente). Com o uso constante da placa, é possível evitar o desgaste dentário, as dores musculares e a degeneração das articulações.

 

Keep calm e dê adeus ao bruxismo

 

É possível prevenir os episódios de bruxismo. “Já foi comprovado que as pessoas mais ansiosas ou excessivamente preocupada são mais propensas ao bruxismo. Portanto, controlar os níveis de estresse pode ajudar muito na prevenção desse e tantos outros males que decorrem. A nicotina, o álcool, a cafeína e drogas estimulantes também podem aumentar o risco de bruxismo”, aponta Marcelo.

 

 

Fonte: Saúde Bucal – iG

Fio Dental: Todos os dias ou não?

Parece aquele dilema que você já ouvia na infância, não é?  Pois é ele mesmo! E ainda assim tem gente que evita usar o fio dental.

 

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Fonte: sorridere

 

 

Ao tempo que você se alimenta, deve fazer a higienização dos dentes após as refeições. Isso sempre foi regra para ter uma boca saudável e hálito fresco. A higienização completa, feita com fio dental e enxaguantes bucais é indicada para, pelo menos, uma vez ao dia. Mas isso vai depender da sua própria avaliação. Se considerar que ficaram resíduos entre os dentes, os quais a escova não alcançou, complete a limpeza com o fio.

O fio dental vai além…

O fio dental é responsável ainda, pela remoção de placas bacterianas, principalmente aquelas que ficam mais próximas a gengivas e entre os dentes, especialmente os do fundo da boca. E, para que o fio dental realmente vá além, deve ser passado ente todos os dentes, em movimentos de cima pra baixo e de baixo pra cima, entrando na gengiva. Dessa forma, ele recolhe a placa escondida na mucosa evitando a formação de caries, gengivite e periodontite.

O uso do fio dental deve ser hábito

Os cuidados com os a saúde da boca e dos dentes só aumentam com o passar dos anos. Na infância consumimos mais doces, o que aumenta a possibilidade de aparecimento de cáries, e na fase adulta começa a diminuição da calcificação. De qualquer forma, a ingestão de doces segue sempre sendo a grande vilã, isso por que a formação de placa bacteriana é acelerada com a sacarose (presentes nos açucarem). Para evitar acumulo de placa, em qualquer fase da vida, é fundamental fazer a higiene dental diária e completa.

O ideal é usar antes ou depois da escovação?

Indiferente. Depende do hábito de cada um. O que acontece é que muitas pessoas, escovam os dentes e sentem que depois disso já estão com a higienização pronta e não precisam mais do fio. Por isso muitos dentistas recomendam usar antes da escovação. Mas se você preferir usar o fio como acabamento da limpeza, também pode, o importante é usar. Você tem motivos pra usar o fio dental, lembre-se que a higiene precária é responsável por inflamações e uma série de doenças periodontais.

 

Fonte: sorridere

 

Erosão dental : saiba como identificar e porque tratar

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Fonte: SuryaDental

 

A erosão dental é conhecida como a perda progressiva e irreversível de tecido dental duro através de processos químicos. Este processo pode ser desencadeado por diversos fatores externos e internos, que contribuem para a erosão contínua do esmalte.

Geralmente, as fontes externas para a erosão dental são relacionadas a hábitos alimentares e ao estilo de vida do paciente. Já os motivos internos podem estar relacionados a doenças sistêmicas e, nestes casos, a atuação do profissional de odontologia, juntamente a um bom profissional de saúde, pode ser decisiva para o diagnóstico das alterações e para minimizar as possíveis sequelas.

 

Tipos de erosão dental

A erosão dental tem início com a desmineralização das camadas superficiais do esmalte e pode evoluir para perda da estrutura do dente. Substâncias ácidas com pH entre 4,5 e 5,5 são críticas para o esmalte e para a dentina.

Os casos de desgaste dental mais frequentementes vistos em clínicas odontológicas são:

Abrasão: causada por fricção do dente com agentes externos, como escova e pasta dental, na região vestibular.

Atrição: ocasionada pelo atrito constante de dente contra dente. Envolvendo as superfícies oclusais e incisais.

Abfração: definida como a perda de estrutura cervical ocasionada por tensões resultantes de interferências oclusais.

Erosão ou perimólise: denominada pela perda envolvendo ação química de substâncias ácidas. Esta condição pode ser relacionada a diversos distúrbios, que você pode conferir no quadro abaixo.

 

Diagnóstico da erosão dental

Após o contato inicial e alívio dos sintomas, é importante o controle da evolução do processo de erosão dental.

Para isso, é necessário que se realize um minucioso processo de anamnese, com a investigação in loco de possíveis causas.

Algumas perguntas feitas no consultório podem colaborar para o diagnóstico inicial. Investigue questões como:

  • Qual a base da dieta de seu paciente, ele ingere alimentos ácidos, iogurtes e frutas constantemente?
  • Consome bebidas ácidas, como vinhos, sucos e refrigerantes, frequentemente?
  • Escova os dentes imediatamente após alimentar-se?
  • Utiliza escovas de dente de cerdas duras ou pastas arenosas?
  • Seu paciente sente dor quando ingere alimentos, escova os dentes ou usa fio dental?
  • Os dentes de seu paciente têm uma aparência de vidro, são amarelados, lisos ou contêm pequenas trincas?

Além disso, é essencial encaminhar o paciente para profissionais da área de saúde que possam colaborar para o diagnóstico de distúrbios do organismo causados por fatores internos.

 

Tratamento

Alinhe suas considerações ao diagnóstico médico, para então dar início ao processo de tratamento e reabilitação dos dentes do seu paciente. Algumas das condições, citadas anteriormente, podem exigir intervenções psicológicas e medicamentosas e até, em casos mais graves, hospitalização do paciente. Por isso, o encaminhamento ao médico competente é essencial.

Dependendo do grau de desgaste dental, a reabilitação dos dentes pode ser realizada com o uso de resinas compostas com restaurações diretas. Essas possuem boa resistência mecânica. Seu uso para restauração de dentes afetados por desgaste severo tem durabilidade média de três a cinco anos.

 

Em casos mais severos, as restaurações indiretas metalocerâmicas são excelentes soluções. De toda a forma, é importante que o processo conte com a colaboração do paciente, pois os procedimentos restauradores requerem a conscientização. Em alguns casos, as mudanças de hábito são essenciais para o sucesso do tratamento.

Abaixo, você pode conferir uma tabela com alguns alimentos que devem ser evitados por pacientes com erosão ácida.

 

Fonte: SuryaDental

Os riscos de usar um Aparelho Ortodôntico falso

 

APARELHO ORTODÔNTICO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: Coifeem

A aplicação e uso de aparelho ortodôntico falso, sem o acompanhamento de um dentista pode causar problemas de mastigação, reação alérgica, perda óssea, movimentações dentárias desnecessárias e até perda dos dentes, segundo especialistas.

A prática é feita sem o acompanhamento de um especialista, representando grave risco à saúde da população.

Aparelho Ortodôntico Falso pode trazer danos irreversíveis

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) se posiciona em sinal de alerta e pede para que as pessoas não comprem o produto sem a indicação de um cirurgião-dentista, pois prejudicam sua saúde bucal, muitas vezes sem recuperação.

Segundo levantamento da Anvisa, todos os produtos usados em tratamentos que entram em contato com o corpo humano devem ser regularizados na agência. De acordo com o Código Penal, podemos cogitar o crime de “Lesão Corporal” (art. 129), culposo ou até doloso, por dolo eventual, hipótese em que o autor assume o risco de produzir o resultado. No mesmo diploma legal, o crime de “Perigo para a vida ou saúde de outrem” (art. 132) também pode ser cometido.

O ideal, se você acha que precisa usar aparelho, é agendar uma avaliação com um profissional especializado que poderá indicar qual o tratamento mais indicado para você.

Complicações

Segundo especialistas na área, jovens estão usando até cerdas de vassouras como fios para chamar atenção, pelas cores diferentes e, segundo os adolescentes, esses aparelhos coloridos representam um símbolo de ostentação.

Com isso, o que seria para corrigir problemas de fala e de dentição, entre outros, virou símbolo de poder econômico. No entanto, há o perigo do modismo se espalhar por todo o país, criando uma rede clandestina de venda e se instalando como um problema de saúde pública. Esta é uma “ostentação” que pode custar à saúde bucal de muitos brasileiros.

Tanto os jovens que colocam os acessórios por conta própria, quanto os que mantêm o aparelho depois de um tratamento odontológico para personalizar correm risco de danificar a estrutura dentária e comprometem a saúde bucal.

Os que mantêm o aparelho após tratamento podem perder toda a correção obtida. O tipo de elástico e a forma como os jovens os colocam entre os brackets pode aplicar força nos dentes de forma aleatória, provocando alteração do posicionamento dentário e consequentemente, dor. Sem uma mastigação adequada, também pode haver problemas de digestão dos alimentos.

Fonte: Comunicação do CFO

Estudo descobre ligação entre bactérias bucais e AVC

Pesquisadores examinaram presença ou não da proteína Cnm de superfície de colágeno de ligação expressa em cnm-positivo S Mutans na saliva de 279 pacientes

Bactérias Bucais

Fonte: Dental Press

 

Micro sangramentos cerebrais (Cerebral microbleeds/CMBs) têm chamado a atenção como um importante marcador preditivo de acidente vascular cerebral em vários estudos. Uma pesquisa feita em Kyoto, no Japão, sugere ainda que a Streptococcus mutans, um tipo de bactéria bucal associada à cárie dentária, esteja envolvida no desenvolvimento dos micro sangramentos.

Buscando esclarecimentos sobre a conexão, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Medicina de Kyoto descobriu agora que a S. mutans positiva é um novo fator de comprometimento cognitivo associado aos CMBs e, portanto, pode estar associada a distúrbios como acidente vascular cerebral e demência. O estudo, intitulado “Oral cnm-positive Streptococcus mutans expressing collagen binding activity is a risk factor for cerebral microbleeds and cognitive impairment“, foi publicado na revista Scientific Reports.

Com o objetivo de compreender o significado clínico dos CMBs e os mecanismos de sua produção, os pesquisadores examinaram a presença ou não da proteína Cnm de superfície de colágeno de ligação expressa em cnm-positivo S Mutans na saliva de 279 pacientes (idade média de 70 anos). Além disso, avaliaram a função cognitiva, o estado de saúde dentária e a prevalência de CMB de cada um. O exame oral incluiu o número de dentes remanescentes, a presença ou ausência de cárie dentária e o estado periodontal dos participantes.

No grupo de estudo, 94% dos testes deram positivo para S. mutans, 33% de S. mutans positivo para cnm e 25% mostraram atividade de ligação ao colágeno associada a S. mutans. A ressonância magnética do cérebro detectou CMBs em 73 participantes (26%). Quanto ao exame odontológico, 31% dos participantes tiveram cárie dentária e 28% obtiveram um Código 3 ou superior no Índice Periodontal Comunitário de Necessidades de Tratamento. O número médio de dentes remanescentes foi de 22,7 ± 7,5.

As análises mostraram que o S. mutans cnm-positivo foi detectado frequente entre os participantes com CMBs do que aqueles sem. Além disso, foi observado que a porcentagem de pacientes com cárie dentária foi significativamente maior no grupo com atividade de ligação ao colágeno.

Segundo os pesquisadores, os achados sugerem um mecanismo molecular para a interação entre infecções bucais crônicas e distúrbios geriátricos, como acidente vascular cerebral e comprometimento cognitivo. A fim de esclarecer a causalidade, enfatizaram que um estudo de intervenção focado em cuidados bucais e microbiota em indivíduos CMB seria interessante. Como os dados atuais suportam a ideia da importante influência da microbiota bucal sobre a doença neurológica, eles também pediram uma melhor colaboração entre pesquisadores dentais e médicos.

Fonte: Dental Press

Estomatite aftosa recorrente: doença incomoda principalmente jovens entre 10 e 19 anos

Estomatite aftosa recorrente é o nome de uma doença comum, que acomete a cavidade oral, e atinge principalmente jovens entre 10 e 19 anos – embora possa surgir em qualquer fase da vida de um indivíduo, inclusive em bebês. Trata-se de uma condição muito dolorosa, já que há presença de múltiplas aftas na mucosa interna da boca – o que impede o paciente de se alimentar adequadamente e, em alguns casos, costuma favorecer episódios de febre. O período mais crítico costuma durar entre sete e dez dias.

 

Apesar de ser muito comum, as causas da estomatite ainda são incertas. Por isso, o tratamento visa ao alívio do paciente no que se refere à dor, bem como tentar aumentar os períodos livres da doença e acelerar o processo de cura das aftas. De acordo com Luiz Alexandre Thomaz, professor de pós-graduação em Estomatologia e Patologia Bucal da FAOA – Faculdade de Odontologia da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), a estomatite pode resultar de fatores genéticos, bem como da deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico. Também pode ser causada por estresse, traumas, doença celíaca e uso de determinados medicamentos.

 

“As aftas, ou úlceras, se formam geralmente na mucosa da face interior dos lábios e da bochecha, bem como na língua, na parte posterior do céu da boca e inclusive no começo da garganta. São pequenas, rasas, arredondadas, e têm coloração amarelo-acinzentada com bordas vermelhas. Num quadro de estomatite aftosa, é comum que se formem grupos de três ou quatro úlceras por local. Apesar de desaparecerem entre dez dias e duas semanas, o paciente precisa contar com um cirurgião-dentista para que, depois do diagnóstico, possa ter algum alívio ao incômodo intenso. Além de analgésicos e antitérmicos, o especialista poderá prescrever corticosteroides tópicos, medicamentos para fortalecer o sistema imunológico, além de enxaguantes bucais que ofereçam algum alívio à dor. Há pacientes que podem se beneficiar inclusive da suplementação com vitaminas B1, B2, B6 e B12, além de ácido fólico ou ferro”, diz Thomaz.

 

O especialista afirma que, como a produção de saliva protege a mucosa oral, a síndrome de boca seca (xerostomia) é outro fator que predispõe à estomatite. Sendo assim, pessoas com mais de 60 anos – que geralmente produzem metade da saliva de um jovem – têm de estar atentas para o surgimento de aftas recorrentes. Em determinados casos, seu médico poderá promover a substituição de um medicamento por outro, que não predisponha o paciente às inflamações e ulcerações bucais. Pessoas que fizeram quimioterapia, bem como portadores do vírus HIV (Aids), também têm risco aumentado para estomatite. “É sempre muito importante que pacientes que sofrem de estomatite aftosa recorrente sejam acompanhados por uma equipe multidisciplinar, já que essa condição é influenciada por vários fatores, às vezes associados a outras doenças. De todo modo, em mais de 40% dos casos, fatores genéticos estão envolvidos”.

 

Fonte: Odonto Notícias

Por que pouca gente usa a escova interdental?

 

escova interdental

FONTE: ABO

 

Antes de mais nada, você sabe o que é uma escova interdental e para que ela serve?

Como o nome diz, a escova interdental serve para fazer a limpeza entre os dentes. Em outras palavras, é a escova que limpa locais onde a escova comum não chega.

A escova interdental tem as cerdas em formato cilíndrico ou cônico (mais para frente explicaremos quando é melhor usar qual formato) e é apoiada sob uma canaleta central que traz mais movimento para as cerdas.

Muita gente pensa que esse tipo de escova deve ser utilizado apenas por quem tem aparelho fixo na boca. E não é bem assim, a escova interdental deve ser usada por todo mundo, pois, ela remove a placa bacteriana das regiões interdentais, ou seja, dos espaços entre os dentes onde é mais comum a formação da placa bacteriana.

Assim, se você usar apenas a escova comum, boa parte da sua boca não será limpa, pois, nem mesmo o fio dental faz a limpeza que a escova interdental realiza.

Então, vale lembrar que não é uma escolha entre o fio dental e a escova interdental, eles são complementares para a limpeza de regiões onde a escova comum não consegue limpar.

Como comentamos acima, existem dois tipos de escovas interdentais:

Cônicas – usadas, normalmente, por quem tem aparelho fixo e/ou espaços maiores entre os dentes.

Cilíndricas – feitas para todo mundo, pois elas limpam melhor os locais onde o fio dental fica “folgado” e não consegue fazer a limpeza completa.

Então, utilizar a escova interdental é um hábito que deve ser incluído em sua rotina diária de limpeza dental. É um costume que vale a pena adotar para sua saúde bucal.

Pergunte ao seu dentista qual o tipo de escova dental mais recomendada para seu caso. Além dos tipos, existem diferentes tamanhos e um deles é o ideal para você. Nada melhor que um especialista para te orientar.

Fonte: ABO